Olá, tchutchucos, tava no Garota Ninja esses dias e vi um post super legal por lá e resolvi fazer por aqui também e contar pra você algumas coisas estranhas que eu gosto.
Tava refletindo aqui com meu botões sobre o momento consumista em que estamos vivendo, todo ano tem carro do ano, celular do ano, vídeo-game do ano e as pessoas buscam cada vez mais ter tudo do ano para se sentirem pessoas antenadas, só que no ano seguinte todas essas coisa do ano ficam obsoletas. Além de se tornarem obsoletas coisas estragam muito fácil e mais fácil ainda essas coisa se perdem por aí ou são extraviada
Vocês já sabem o quanto eu sou desastrada, na cozinha então nem se fala e por isso na semana passada quase aconteceu um desastre enquanto eu fazia almoço.
Como era fim de semana e meu namorado estava por aqui acabei acordando tarde e fui direto fazer almoço, sem tomar lanche nem nada. Estava em dúvida entre fazer macarrão ou panquecas e ninguém me ajudava a decidir fui adiantando o molho. Quando o frango estava cozido e não dava mais pra enrolar, dei um ultimato e acabaram optando pela panqueca, e foi aí que a coisa desandou.
Tentei bater a massa da panqueca com um fouet, mas como estava fazendo uma quantidade maior não deu muito certo e acabou ficando cheio de gruminhos e pra não ter que sujar o liquidificador resolvi usar o mixer pra terminar de fazer a massa. A pecinha que encaixa a hélice no motor bambeou e eu fui encaixar ela no lugar com meu lindo dedinho indicador, eis que a sonsa aqui não tinha desligado o mixer da tomada e sem querer ele ligou com meu lindo dedinho segurando a hélice. É, "aí".
Na hora do susto meu namorado correu pra ver o machucado, falei logo que tinha sido fundo e que tínhamos que ir pro posto, então me deu a camisa pra eu fazer a compressa no dedo (NOTA: segundo o médico não use uma camisa ou tecido muito grande, use um guardanapo ou de preferência uma gaze, enrole no ferimento e faça pressão, assim a compressa absorve menos sangue e o sangramento é estancando mais rápido) e correu pra pegar a carteira de motorista, algum documento meu e outra camisa pra ele vestir.
" Mas que história macabra, Sabrina."
Calma que é agora que o trágico começa a ficar cômico.
Enquanto meu namorado pegava as coisas pra gente correr pro posto eu já fui correndo pra rua pegar a chave do carro com meu pai que ao invés de correr pra casa dele e pegar a chave, vem me pedir pra ver.
- Foi fundo, pai vamos pro posto.
Dois mais dois passos e meu tio que estava passando na porta de casa e ouviu a confusão entrou pra ver e me pede pra ver também.
- Foi fundo, tio tô indo pro posto.
Nisso eu já ia perdendo a paciência e xingando por dentro "Mas que c@#$%&!, eu aqui sangrando e com dor e o povo preocupados em ver o machucado". Se ao menos algum deles fosse médico.
Quando passei pelo portão, minha mãe que estava num banquinho na calçada estava tremendo que nem vara verde, tadinha. Parecia até que tinha decepado o dedo dela.

Finalmente consegui enfiar no carro e fomos correndo pro posto, mas no meio do caminho tinha um radar, tinha um radar no meio do caminho, e num lugar fora de lógica com um limite de velocidade mais ilógico ainda: 40 Km/h numa avenida sem casas, escolas ou postos de saúde perto e meu pobre namorado com carteira provisória ao invés de largar esse detalhe pra lá e preocupar com multa depois (a final, com minha ficha no posto dava pra ir no Jari tirar a multa) resolveu pisar no freio pra não ter perigo de perder a carteira. Imagina a pilha de nervos que eu já estava ficando, né.
Durante o trajeto de carro eu ia tentando imaginar como tinha sido o machucado, se tinha acertado o osso ou um nervo importante e a cada minuto eu soltava a compressa um pouquinho pra dar uma cutucada na ponta do dedo e ter certeza que eu estava sentindo ele. Você tá rindo aí agora, mas não imagina o medo de perder o movimento do dedo que eu passei, indicador é um dedo importante.
Se não bastasse toda a tragédia até aí, o carro do meu pai que é híbrido gás/gasolina resolve dar problema no meio do caminho, a pecinha que troca de gás pra gasolina não queria funcionar e o carro não queria ligar. Estourei, mandei meu namorado trancar o carro que iriamos o resto do caminho a pé e ligaríamos no caminho pro meu pai vir dar um jeito no carro. Faltava cerca de 1 Km pra chegar na UPA e eu fiquei com vergonha de chamar uma ambulância pra me buscar até porque o corpo de bombeiros que geralmente é quem busca nesses casos estava na metade do caminho entre mim e o posto de saúde.
Fui a pé quase correndo e cheguei lá praticamente junto com meu pai, o que me deu uma raivinha já que eu podia ter esperado ele e não andado tanto no sol de barriga vazia e sangrando, mas ao menos uma coisa boa tinha que acontecer nessa história toda e eu fui atendida bem rapidinho, menos de 5 minutos já tinham feito minha ficha, me colocado pra dentro e o médico já queria arrancar o pano do meu dedo, isso mesmo, arrancar. No meio dessa confusão toda, depois de sujar meia camisa o sangue secou e a camisa ficou grudada no meu dedo. Como tenho muito amor por ele (apesar de não parecer) fui umedecer a camisa pro sangue amolecer e ela soltar do dedo, mas o médico queria puxar ela de uma vez "vai ser mais rápido e doer menos". Uhum, ia doer menos no dedo de qualquer outra pessoa, não no meu.
Com um pouquinho de tolerância à dor consegui tirar a camisa sem arrancar meu dedo fora e pela primeira vez consegui ver o estrago no meu dedo, e não ficou bonito, não mesmo, a cara que o médico fez quando viu os 3 cortes completamente tortos me confirmou que não estava nenhum pouco bonito (não vou descrever muito pra não ficar nojentinho).
Quando eu pensei que a pior parte já tinha passado, eis que chega a hora de aplicar a bendita anestesia e eu sinceramente fiquei na dúvida se não teria sido melhor fazer tudo sem ela. Tudo bem que ela deixa seu dedo dormente e você não sente nenhum dos 8 pontos que o médico vai te dar, mas na hora de aplicar aquilo até o mais resistente dos resistentes chamam pela mãe. Imagina você com um machucado aberto e dolorido precisando de pontos e enfiam uma agulha dentro dele ALGUMAS vezes e aplicam um liquido queima e faz muita pressão. Ainda bem que o efeito é quase imediato e daí pra frente não senti mais nada, no dedo pelo menos.
Acontece que depois da confusão toda e de todo o estresse que eu passei, finalmente já tinha sido socorrida e já estava recebendo o tratamento, nessa hora a ansiedade baixou, a adrenalina baixou e a pressão também. Comecei a suar frio, o estomago começou a doer e a me lembrar que estava vazio. Quase desmaiei e não tinha nem meu namorado pra eu poder escorar já que ele tinha ido resolver o problema do carro com meu pai. O médico até falou pra eu não olhar pro machucado, tadinho, mal sabia ele que meu problema não é nervoso de machucado ou coisa assim, era fome mesmo. Felizmente o tonteira durou pouco e o suor também, o suficiente apena pra minha coxas molharem o banquinho da sala de emergência todo.
Pouco depois de terminado o atendimento já estava tudo "bem" comigo e com meu dedo, eu e meu namorado já fazíamos piadinha (que não reproduzirei por serem algumas nojentinhas também) com a situação enquanto esperávamos as receitas.
Pra terminar bem a história quando cheguei em casa minha irmã que tinha chegado de surpresa vem me perguntar:
- E você foi parar lá com esse vestido manchado, sem sutien, descabelada e um pé de cada chinelo?
- Não, eu tomei banho, troquei de roupa, arrumei o cabelo e me maquiei antes de ir.
Eu mereço mesmo srsrsrsr
É, esse dia deu pano pra manga e me fez perceber o quanto meu indicador esquerdo faz falta (rsrsr), então sempre que for usar equipamentos cortantes, não faça como eu e tome cuidado, e se mesmo assim algum acidente acontecer, lembre-se de manter a calma e procura ajuda médica.
Quando eu era criança tínhamos esse brincadeira em que uma pessoa escolhia uma palavra e os demais tinham que adivinhar uma música com aquela palavra, já vi vária parecida por aí, mas a principal diferença é que não tínhamos que descobrir uma música específica ou coisas do gênero, a diversão estava mesmo em achar uma palavra bem difícil para que as outras pessoas não conseguissem lembrar de nenhuma música com ela, pois o primeiro a cantar a música recebia o direito de escolher a próxima palavra e se ninguém pensasse em uma música essa pessoa escolhia de novo.
Têm coisas que me acontecem que só quem é desastrada, esquecida e distraída como eu vai entender. Pouco tempo depois de me mudar estava eu de madrugada preparando atualizações para o canal e o blog quando me bateu aquela fominha. Como ainda tinha muita coisa em caixa e estava tarde então resolvi fazer uma pipoca com manteiga deliciosa.

A artista britânica Marija Tiurina criou uma série de ilustrações chamada Untranslatable Words (Palavras Intraduzíveis) que mostra o significado de palavras em várias línguas que não possuem uma tradução literal como é o caso da nossa Saudade que pode ser traduzida por expressões, mas não tem uma palavra equivalente em outras línguas.
Vi no Acidez Feminina e resolvi repostar aqui










